3 tipos de inovação e exemplos

Inovar requer mudar a mentalidade do dono de um negócio e isso se reflete nos vários tipos de inovação. Qualquer perfil de empresa, independente do porte ou do nicho de mercado, pode se beneficiar do novo.

Inovar agrega valor e traz diferencial competitivo para o mercado. Alguns tipos de inovação são mais fáceis de perceber. É o caso de quando lançamos um novo produto ou serviço.

Outras, são menos visíveis, mas fazem diferença na geração de valor, reduzindo custos e aumentando a produtividade. São as inovações em processos, que podem explorar a melhoria de qualidade do produto ou na diminuição de retrabalho.

Confira alguns dos principais tipos de inovação a seguir.

Os tipos de inovação

Os três tipos de inovação

Existem três tipos de inovação:

  • Inovação disruptiva:, ou criadora de mercado: é o tipo de inovação que faz com que produtos complicados ou caros se tornem simples e acessíveis para mais pessoas. Gera um crescimento novo.
  • Inovação de sustentação: são melhorias em produtos que já eram bons. É uma incrementação que não cria um novo mercado ou torna o produto muito mais acessível. É uma forma de sustentar o crescimento, sem criar um novo.
  • Inovação de eficiência: é o tipo de inovação que aumenta a capacidade de fazer mais com menos, o que leva ao aumento de eficiência, mas sem necessariamente criar ou sustentar crescimento.

A inovação disruptiva é a mais poderosa: quando produtos e serviços mais simples e acessíveis ocupam espaço em mercados desatendidos, substituindo as opções convencionais e até revolucionando o mercado.

Nem sempre conseguimos competir com marcas estabelecidas no mercado só com a inovação de sustentação, aquela que só aprimora produtos já existentes. 

Isso acontece porque empresas líderes têm mais recursos e capacidade para melhorar o produto e vencer o novo concorrente.

Às vezes, um novo produto mais simples, barato, fácil e intuitivo, ainda que não tão bom quanto o do concorrente, é a melhor alternativa. É uma forma de evitar a competição direta.

É com inovações disruptivas que as novas empresas vencem as já estabelecidas. 

O problema é que a maior parte das tentativas de lançar novos produtos fracassa, com três quartos de todo investimento sendo desperdiçado. Parte da razão vem de uma má segmentação de mercado.

Tradicionalmente, focamos em produto, perfil demográfico e preço. Uma outra forma de explorar o mercado é focando nas circunstâncias em que os clientes precisam do produto, ou seja, o contexto que leva as pessoas a comprá-lo.

Os produtos mais bem-sucedidos focam em problemas específicos dos clientes.

Ideias de inovação para praticar na sua empresa

A inovação acontece em mudanças simples de processos, com bom nível de otimização. Em pequenos negócios, essa ainda é uma das principais dificuldades, porque muitas marcas ainda não veem as vantagens de automatizar.

A principal dificuldade costuma ser conquistar clientes. Muitos empresários reclamam que não têm tempo para pensar em melhorias para atrair clientes porque estão ocupados com a gestão administrativa da marca.

Eles costumam ter muitas anotações e planilhas para analisar durante o dia, gastando o tempo em várias tarefas diferentes.

Algumas ideias de inovação para praticar na empresa incluem:

1. Mapear a rotina

Quando mapeamos a rotina, identificamos tudo aquilo que podemos melhorar. Veja quais tarefas você executa durante o dia e quantas etapas o produto precisa seguir até chegar ao cliente.

Reflita sobre o que dá para eliminar para trazer agilidade à empresa e quais processos você pode unir para economizar tempo.

2. Investir em automação

Automatizar faz com que os mecanismos do próprio sistema verifiquem o funcionamento, efetuem medições e façam correções sem interferência humana.

Veja como a tecnologia pode ajudar o seu processo. Você também pode considerar o uso de processos de gestão enxuta e design de produto, criando produtos mínimos viáveis de testagem rápida.

3. Criar uma cultura de inovação

Inovar não se restringe ao dono do negócio e depende de uma cultura de inovação, com ambiente favorável para inspirar as pessoas.

Ouça os profissionais e abra espaço para que as pessoas compartilhem ideias para melhorar o negócio.

4. Aliar-se aos concorrentes e fornecedores

Há um número crescente de empresas concorrentes ou em segmentos complementares que fazem parcerias para conseguir ganhos.

Um exemplo é o de empresas que compram em conjunto insumos do mesmo fornecedor, conseguindo baratear os custos graças ao volume alto de entregas.

Rascunhar ideias para promover os tipos de inovação

Promovendo a inovação disruptiva

Nos anos 1990, o professor universitário americano Clayton Christensen criou o termo “inovação disruptiva”. O conceito aponta um paradoxo comum entre as empresas consolidadas no mercado.

É a ideia de que quanto mais uma empresa mira nos clientes mais exigentes, com opções sofisticadas e caras, mais deixam uma grande parcela dos consumidores desassistida.

É nessa margem do mercado que entra um novo concorrente, com uma proposta mais simples e barata.

As grandes empresas são capazes de vencer os concorrentes quando eles inovam apenas de forma incremental, evoluindo os atributos de um produto que já existe.

Por outro lado, elas fracassam com frequência ao lidar com as inovações disruptivas, quando as concorrentes desenvolvem novas soluções, mais convenientes e baratas.

Isso mostra que aquilo que faz com que as grandes empresas sejam mais eficientes também é o que as torna insensíveis ao novo. O segredo aqui é encontrar um equilíbrio entre uma gestão inovadora e consolidadora.

A Apple, por exemplo, trouxe o iPhone como inovação disruptiva, mas fez inovações incrementais que alongaram seu ciclo de vida.

Empresas que criam projetos inovadores são mais bem-sucedidas com a abordagem empreendedora, enquanto startups de alto risco, ao se consolidarem como empresas, se servem melhor da abordagem consolidadora.

O desafio é saber quando usar cada abordagem.

Existem cinco pontos para incentivar inovações disruptivas:

  • Estratégia: saiba onde quer inovar e quais oportunidades disruptivas aproveitará.
  • Processo: a inovação disruptiva tem um tratamento diferente das outras. É difícil analisá-la antes que aconteça. Por isso, precisamos produzir conhecimento sobre o tema, criando hipóteses, testando e aprendendo.
  • Estrutura: a inovação disruptiva precisa ser criada fora da empresa original, em um espaço separado, para não conflitar com os interesses tradicionais da empresa.
  • Pessoas: é preciso um time qualificado e experiente.
  • Liderança: inovar requer um compromisso da alta gestão.

Exemplos de inovação

A inovação é um combustível que dá origem a novas ideias e também um diferencial. Aqui, há sete tendências que devem ganhar força nos próximos anos.

1. Experiência omnichannel

Tenha vários canais por meio dos quais os clientes podem encontrar a solução para seu negócio. 

Isso significa começar uma ação em um canal e terminar em outro, uma experiência capaz de unir o físico e o digital.

2. Internet das coisas

A internet das coisas se baseia em dispositivos inteligentes, capazes de coletar dados, transmiti-los, oferecer opções de inteligência artificial e por aí vai. 

Com eles, dá para investir em prateleiras inteligentes, gestão digital de estoques, controle de vendas e por aí vai.

3. Coleta de dados

A análise de dados permite mapear o comportamento dos clientes, o que ajuda a criar ações personalizadas, nas quais o cliente tem a impressão de que aquilo foi oferecido de forma única.

4. Carteiras digitais

Garantem segurança e praticidade nas movimentação financeiras. É o caso das novas formas de pagamento, como NFC e Pix.

5. Investimento sustentável

Hoje, os clientes têm preferência por marcas que valorizam a responsabilidade e a consciência ambiental.

A tendência é que um número maior de negócios usem a tecnologia para evitar desperdício e apostem no design sustentável de produtos, com materiais biodegradáveis, logística reversa e parceria com instituições de reciclagem.

6. IAs “concept-to-concrete”

As inteligências artificiais que vão da ideia ao produto final são uma novidade que deve ganhar corpo. Elas simplificam a criação e a melhoria de ideias.

Um trabalho colaborativo, de alguns dias, leva a uma criação conjunta com a inteligência artificial no desenvolvimento de ideias.

7. A era dos wearables

Uma nova era de dispositivos vestíveis (wearables) está por vir. Nela, itens como smartwatches e óculos de realidade aumentada ocuparão um papel de destaque.

Inovando pela prática: a cultura maker

Existem vários tipos de inovação, assim como diferentes processos para chegar a ela. Inovar pelo fazer, a “inovação maker”, tem conquistado espaço em algumas empresas.

Isso acontece a partir de técnicas “hands-on”, que usam a prototipagem 3D, sendo ela uma forma concreta de materializar uma ideia.

Por exemplo, se o time de marketing vai desenvolver um novo produto, ele começaria pelos protótipos mais básicos, chamados de “early stages”, o que já ajudaria, de cara, a criar o conceito e validá-lo com os clientes.

Há vários tipos de inovação que passam incluem a parte “maker”, principalmente quando feitos com metodologias como lean e design thinking.

Aqui, há quatro manifestações de uma inovação:

Tangível

Na manifestação tangível, a inovação se inicia por um protótipo em vez de um conceito. A ideia se incorpora ao objeto, com a tentativa e erro como método. 

A interação entre designers, engenheiros, usuários e profissionais se organiza em torno de um objeto, o que facilita as trocas.

Ágil

O ciclo ágil é curto: ideia, prototipagem, teste, ideia e o ciclo se repete. Os projetos são rápidos, modulares e surgem em etapas curtas de desenvolvimento. Aqui, a criação se dá em diálogo com o usuário.

Cada ciclo leva a módulos operacionais, que se aperfeiçoam a cada ciclo. O objetivo é criar projetos que respondem bem às necessidades e que levem ao resultado de forma mais rápida.

Colaborativa

Na manifestação colaborativa, abrimos o processo a todos na empresa: profissionais, operadores, comerciais, técnicos e por aí vai. O processo traz tempo, espaço e recursos para concretizar uma ideia.

Ascendente

Inovar de forma ascendente é algo que acontece “de baixo para cima”. Ela vem do usuário, não da equipe. São eles que, por seu uso diário, criam as soluções para a empresa.

Inovando de forma responsável

A inovação é crucial para o crescimento empresarial e o progresso humano. Muitas vezes, ela nasce no mundo corporativo, o que faz as empresas terem um papel central. 

No entanto, para aproveitar todo o seu potencial, precisamos pôr as novas ideias em processos de tecnologia e inovação totalmente responsáveis antes de irem ao mercado.

Inovar de forma responsável passa por:

  • evitar provocar danos;
  • fazer o bem;
  • motivar-se por uma governança responsável.

Nenhuma empresa quer prejudicar os clientes e o meio ambiente de forma deliberada. No entanto, o problema reside no chamado “double effect” — quando as inovações são úteis e prejudiciais de forma simultânea.

É o caso da fusão nuclear — estudada para criar uma fonte de energia limpa e segura para o meio ambiente, mas que também é responsável pelas bombas termonucleares mais poderosas já desenvolvidas.

Hoje, as estruturas de gestão de risco já trabalham para minimizar danos. É o caso dos procedimentos para testes clínicos de novos medicamentos na indústria farmacêutica.

No entanto, o ideal é que as empresas também adotem padrões de responsabilidade nos processos de inovação para colher o feedback necessário.

Outro desafio é a estrutura de incentivos das empresas. Normalmente, eles se baseiam no retorno do investimento esperado para a venda dos seus produtos.

Aqui, vale refletir sobre incentivos alternativos, como uma busca por uma melhor reputação no campo da sustentabilidade, por exemplo.

A governança corporativa também ajuda a deixar a empresa mais sensível aos efeitos prejudiciais de alguma inovação. É também o que leva a debates sobre seus objetivos.

Esse é o equilíbrio delicado do tripé da sustentabilidade empresarial: pessoas, planeta e lucro.

Nesse equilíbrio, nem sempre o lucro de curto prazo é a melhor opção. Aqui, há um trabalho para que a empresa prospere e se atualize em um mundo mais climaticamente consciente.

Avaliando ideias inovadoras

Antever o futuro não é simples. Há muitos casos de projeções desastrosas. Nem sempre as técnicas convencionais de pesquisa ajudam.

Perguntar a um cliente se ele compraria um produto novo tem pouca eficiência quando ele sequer sabe o que será esse item. 

Aqui, há cinco pontos que você pode usar para avaliar o potencial inovador de uma ideia. Veja se a ideia:

1. Explora um problema relevante, recorrente e mal resolvido

Em vez de focar na ideia, comece refletindo sobre o problema que ela se propõe a resolver. Reflita se é importante para quem vivencia e se as soluções que já existem para ela são insatisfatórias.

Não adianta o problema ser relevante e recorrente se já for bem resolvido.

2. Apresenta um jeito diferente de resolver o problema

Pergunte-se se sua ideia é uma melhoria incremental ou uma inovação criadora de mercado. Veja se tem replicabilidade, viabilidade técnica, tecnologia disponível e barreiras de entrada.

3. Tem um modelo de negócio coerente

Se o problema for relevante e a ideia apresentar uma forma diferente e eficiente de resolvê-lo, o passo seguinte é ver se há um modelo de negócio viável, com uma forma estruturada de gerar, entregar e colher valor.

4. Tem um plano elaborado para lidar com a incerteza

Quando a ideia está na fase inicial, o foco precisa ser as incertezas. Ainda não é hora de conferir a viabilidade financeira. 

Avalie os pressupostos com base nos quais a ideia e o plano de negócio se baseiam. Assim, poderá entender se há um plano de aprendizagem de custo baixo e eficiência alta.

5. Tem um potencial econômico relevante

Quando a ideia sai do estágio piloto, é hora de refletir sobre o retorno financeiro. Pense sobre receita, despesa, investimento, capital de giro e fluxo de caixa.

Tipos de inovação e planejamento

Inovando do jeito certo

Não é toda a inovação que gera crescimento. A inovação de eficiência, por exemplo, aparece entre os tipos de inovação como destaque para reduzir custos com eficiência operacional.

Seu foco é aumentar o caixa livre e seu retorno é rápido, de três meses a dois anos. Ela não traz muito risco e seu mercado já está disponível. No entanto, ela não promove crescimento real.

É diferente da inovação de sustentabilidade — que aperfeiçoa os produtos mantendo as margens e a competitividade — e a disruptiva — que transforma produtos caros em itens acessíveis.

A inovação disruptiva é a principal geradora de empregos. O Japão é um exemplo de sucesso, no qual pudemos observar o surgimento dos carros da Toyota, motos da Honda, impressoras da Canon ou rádios portáteis da Sony.

Depois dos anos 1990, o Japão passou a focar na inovação de eficiência. O lugar em que passamos a ver inovações disruptivas com mais frequência se tornou o Vale do Silício.

A inovação de eficiência criou um excesso de capital nos países desenvolvidos. No entanto, também criou um problema de geração de emprego e crescimento real.

Um bom jeito de inovar depende de:

1. Usar tecnologia para baratear serviços

Um exemplo é o setor hospitalar — caro em quase qualquer lugar do mundo. É um campo fértil para inovação, já que há uma latente necessidade de serviços mais econômicos.

2. Buscar o público que ainda não consome

Na inovação disruptiva, buscamos baratear e simplificar os produtos, levando-os a pessoas que hoje não podem pagar por eles ou não têm instrução para usá-los.

3. Tirar o foco do consumidor

O consumidor é uma dimensão ruim de análise. Entenda o objetivo pelo qual está se fazendo algo e pense em como deixar o produto mais simples, acessível e fácil.

Tipos de inovação e a inovação disruptiva

Tecnologia exponencial e inovação disruptiva

Muitas das disrupções que aconteceram na história recente da humanidade foram fruto de tecnologia exponencial e de modelos de negócios em plataformas sem ativos físicos.

Isso criou vários unicórnios (empresas valorizadas em mais de 1 bilhão de dólares sem capital na bolsa de valores), o que nos faz associar naturalmente a tecnologia ao potencial disruptivo. 

No entanto, essas ideias não são sinônimos.

A tecnologia exponencial surge da digitalização de um ativo físico. É o caso das fotos digitais e dos emails. Inicialmente, elas se saem piores do que a tecnologia vigente.

No entanto, sua performance é exponencial, o que ela a um alto crescimento quando essa tecnologia atinge o nível do ativo físico original.

Por aumentarem sua capacidade sem um crescimento proporcional dos custos, isso faz com que a alta de usuários leve a um maior retorno sem despesas fixas altas .

Já a inovação disruptiva, acontece quando uma solução rompe o modelo tradicional de negócios. É o caso da indústria de especiarias, que foi quebrada quando surgiu o mercado de gelo natural e, posteriormente, artificial.

Nem sempre uma inovação disruptiva usa tecnologia exponencial. O exemplo da indústria de especiarias mostra isso. 

O inverso também é verdadeiro: usar tecnologia exponencial não cria inovações disruptivas.

Se você trouxer processos de inteligência artificial para a sua empresa, por exemplo, não estará necessariamente fazendo inovação disruptiva, porque não criará um novo mercado.

Em vez disso, estará fazendo uma simples inovação de eficiência ou de sustentabilidade, ainda que com tecnologia de ponta.

O design de produto inovador

O Steve Jobs dizia que inovar é o que separa um líder de um seguidor. Ele levava seu discurso a sério: sua empresa criou os iMacs, iPhones e iPads. A marca se tornou uma das empresas com os designs de produtos mais inovadores do mundo.

No entanto, objetos totalmente inovadores são raros.

A maior parte dos novos produtos no mercado é um refinamento do que já existe. Um exemplo está no setor de iluminação.

A base para a criação das lâmpadas elétricas veio de Thomas Edison, o criador da primeira lâmpada incandescente, ainda no século XIX. No entanto, sua inovação revolucionária ainda tinha um defeito: mais de 90% de sua eletricidade era convertida em calor em vez de luz.

Como resultado, os designers de produto se dedicaram a refiná-lo ao longo dos anos. Esses esforços criaram a lâmpada halógena, com um ciclo de vida mais longo e mais economia de energia.

O pico dessa evolução apareceu com a tecnologia LED. Criada nos anos 1970, é a base das lâmpadas mais modernas, com a vantagem de ter um consumo de energia baixo.

O mesmo vale para a televisão. Ela migrou de um dispositivo simples de tubo de raios catódicos para uma central multimídia plana, conectada, interativa e multifuncional.

Mas você não precisa ser o novo Thomas Edison para investir em inovação. Hoje, ao fazer parceria com uma empresa de design de produto, você terá um time qualificado para:

A Oris Design é a empresa especializada em design de produto inovador e de alta qualidade. Veja alguns dos melhores exemplos de inovação no nosso portfólio